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FOZ CÔA E JÓIA TÊXTIL

Exposição de tapeçaria contemporânea, de Maria Altina Martins

Foz Côa incide numa metáfora. Expressa o paralelismo da Pré-história com o da antiguidade têxtil, tão remota quanto a humanidade; e o do tecido, criado por uma ligação íntima à sua necessidade de existir, com o da tapeçaria contemporânea.

A autora foca e aborda a procura de uma raíz cúmplice, da génese e continuidade no modo de pensar e de fazer/concretizar o tecido historiado - a tapeçaria.

O núcleo/âmago temático é constituído pelas obras O pastor, Fiar e Vento, que são as peças de maior dimensão, sendo esta última uma peça têxtil escultural.

Os pastores de Foz Côa viviam os seus dias à beira-rio, expressando a vida nas pedras que os rodeavam, onde o seu pensamento se desenhava.

Habitavam o lugar em busca de campo, luz, relatando a vida nas pedras emergentes e abundantes do seu território.

Em Fiar, as rocas apresentam-se como lanças libertadoras; o fuso, como o fiel que controla e sustenta o peso. De ânimo leve mas firme, este domina a carga e é então que o fio surge.

As rocas e o fuso documentam, com valor antropológico, características pertencentes a diversas regiões do país. Sendo a sua essência preservada em cada objecto, há sempre especificidades, consoante a sua proveniência. São ainda elementos do processo mais arcaico da fiação, ainda hoje recriados para a urgência do quotidiano, tendo evoluído desde a busca do necessário até ao uso sofisticado. Desde o trabalho em série até ao único e irrepetível tecido historiado.

Vento, de teor tridimensional, evoca o côncavo e o convexo, a brisa e o vento em fúria, percorre todas as eras e relembra o caos e a ordem.

A Jóia Têxtil é o conjunto de tapearias assim designado pela sua reduzida dimensão e pela predominância dos materiais utilizados.

Foz Côa e Jóia Têxtil estabelecem uma relação de diversidade e unicidade.

Maria Altina Martins, 2010

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Horário: De 18 de Maio a 4 de Julho de 2010, de segunda a sexta-feira, das 9h30 às 12h30 e das 14h00 às 17h30.

Local: Real Fábrica Veiga | Galeria de Exposições Temporárias.

 

 

CIDADES INVISÍVEIS

Fotografia de viagem sob o olhar de Ítalo Calvino

Exposição de fotografia de Juan Carlos Quindós de la Fuente

A Exposição

O Projecto de «Cidades Invisíveis» é constituído por um conjunto de séries de fotografias diurnas, a preto e branco, das cidades por onde passo ou vivo, que se encontram em construção constante e que se têm vindo a desenvolver desde há algum tempo. Têm por base as séries da famosa obra homónima de Ítalo Calvino, uma colecção de lugares sonhados, inventados ou recordados, mas com ressonância no imaginário colectivo e no cenário real das nossas urbes, pelo menos parcialmente, em alguns dos seus becos ou em algum dos seus momentos.

As Cidades Escondidas, as Contínuas, as Cidades e a Morte, e algumas novas que têm sido adicionadas, como os Ângulos e os Abismos, formam-se com imagens apreendidas em diferentes lugares, unidas transversalmente por analogias formais ou conceptuais até formar uma tentativa de narração.

Juan Carlos Quindós, 2010

O Autor

Juan Carlos Quindós nasceu em Valladolid, em 1977, e tem estudado Arquitectura em Valladolid, Barcelona, Madrid e Catânia, em Espanha.

No âmbito da arquitectura e urbanismo, obteve oito prémios em concursos nacionais e internacionais, por exemplo da "Domus Magazine" e da "Universidade de Boccioni", vários prémios para o "Festival Internacional de SEMINCI", um primeiro prémio para o melhor projecto de ardósia, em 2004, ou, recentemente, uma menção honrosa no concurso "EUROPAN 2009, com uma nova reordenação urbana no Entroncamento, em Portugal.

Combina este trabalho com a fotografia, centrada na cidade, tendo mais de quinze prémios, cinco deles, primeiros prémios nacionais. O seu trabalho profissional concentra-se em fotografia de arquitectura. Este foi apresentado em várias exposições colectivas e individuais, como no "Colégio de Arquitectos de Castilla y León", na mostra de arte "Espaços Difusos", em Valladolid, e com o projecto experimental de vídeo-arte "Faux Futurisls", juntamente com o artista alemão Daniel Neuman, no Museu de Arte Contemporânea Pátio Herreriano. Tem participado igualmente em diferentes palestras e publicado vários artigos. Recentemente, coordenou um Workshop de Fotografia e Arquitectura na Universidade da Beira Interior, na Covilhã (Portugal).

 

Horário: De 27 de Abril a 4 de Junho de 2010, de 3ª feira a domingo, das 09h30 às 12h00 e das 14h30 às 18h00.

Local: Real Fábrica de Panos | Galeria de Exposições Temporárias.