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 Jornadas Europeias do Património 2018

28 | 29 | 30 de setembro

 

Terão lugar, nos dias 28, 29 e 30 de setembro, as Jornadas Europeias do Património 2018, este ano subordinadas ao tema “Partilhar Memórias”. O tema foi escolhido para transmitir aos cidadãos que “reavivar continuamente a memória é fundamental para que o passado não seja esquecido, pois capacita-nos a atualizar impressões ou informações, fazendo com que a história se eternize na nossa consciência e se transmita de geração em geração. Partilhá-la entre as diferentes gerações, diferentes comunidades e diferentes países contribui para a construção de um mundo mais esclarecido, mais tolerante e melhor”. Para além das atividades específicas organizadas em prol do tema em destaque e que se apresentam no Programa, relembramos que as entradas no Museu de Lanifícios são gratuitas nestes três dias comemorativos e que teremos ao dispor dos nossos visitantes percursos orientados por guias, em português e em inglês, no dia 30 de setembro (domingo) às 10h00 e 15h00, tendo como local de encontro o Núcleo da Real Fábrica de Panos.

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Programa:

28, 29 e 30 de setembro de 2018

Exposições Permanentes “Da Manufactura à Industrialização dos Lanifícios”

// Tinturarias Pombalinas da Real Fábrica de Panos (Séc. 18) > Rua Marquês d’Ávila e Bolama, Covilhã

// Real Fábrica Veiga: Industrialização dos Lanifícios (Séc. 19-20) > Calçada do Biribau, Covilhã

Exposições Temporárias

// Debuxos tipo Jacquard : arte e técnica | Exposição de Desenhos Têxteis de Jorge Trindade (Debuxador) | Real Fábrica Veiga > Calçada do Biribau, Covilhã

Horário: 9h30 – 12h00 | 14h30-18h00 | Entrada Livre e Gratuita

28 de setembro 2018

Oficina Pedagógica Tecidos à lupa | Oficina Têxtil da Real Fábrica Veiga

Destinada às crianças a partir dos 10 anos  de idade, em contexto escolar, e ao público sénior, esta atividade pedagógica surge no contexto da exposição “Debuxos tipo Jacquard: arte e técnica”. Os participantes experimentam e partilham memórias do mundo oficinal e fabril dos lanifícios, onde o debuxo e o debuxador desempenham um papel fundamental na criação das coleções de tecidos. Como espiões, os participantes vão cortar amostras, observar à lupa, desfiar tecidos e copiar padrões. Afinal, ver à lupa pode ser uma fonte de grande inspiração!

Local: Oficina Têxtil / Real Fábrica Veiga > Calçada do Biribau, Covilhã
Data/Horário: 28 de Setembro

  •   Sessão 1 -10h-12h30 | para crianças de grupos de âmbito escolar, a partir dos 10 anos.
  •   Sessão 2 – 15h00-17h30 | para o público sénior

Orientador: Jorge Trindade (Debuxador e Formador na área dos têxteis)
Público-alvo: A partir dos 10 anos de idade e público sénior
Acesso: Atividade gratuita, mas é necessária inscrição prévia por telefone (275 241411) ou por E.mail muslan@ubi.pt.
Número limite de participantes: 15 em cada sessão.

29 de setembro de 2018

Tarde de Memória

// O Debuxador na Indústria de Lanifícios | Real Fábrica Veiga (Auditório)

À conversa com:

  • Elisa Calado Pinheiro | Investigadora em arqueologia e património industrial
  • Jorge Manuel Trindade | Debuxador de 1960 a 2005
  • Bruno Horta | Designer, Borgstena Textile Portugal
  • João Carvalho | Empresário têxtil, FITECOM

... vamos relembrar o papel desempenhado por um dos técnicos fundamentais na indústria de lanifícios portuguesa: o debuxador. Em Portugal, este detinha um perfil profissional que o distinguia dos seus congéneres de outros países também fabricantes de lanifícios: era também um criativo. E, atualmente, que papel desempenha o debuxador na indústria? Ainda subsiste na indústria de lanifícios com as mesmas competências e importância? No final desta “Tarde de Memória”, os participantes poderão ainda visitar o Centro de Documentação / Arquivo Histórico, enquanto repositório de memórias da indústria de lanifícios. Aqui poderemos descobrir os debuxos e padrões de antigas coleções de tecidos produzidos por várias empresas de lanifícios da região durante o século XX.

Local: Auditorio da Real FábricaVeiga > Calçada do Biribau, Covilhã
Data: 29 de setembro | 16h00-18h00
Acesso: Entrada livre e gratuita

30 de setembro de 2018

// Visitas guiadas às Reais Fábricas “Da Manufactura à Industrialização dos Lanifícios” | Em Português e Inglês

Local de Partida: Real Fábricade Panos > Rua Marquês d’Ávila e Bolama, Covilhã
Data: 30 de setembro de 2018 (domingo)
Horário: 10h00-12h30 (1ª) / 15h00-17h30 (2ª)
Nº de participantes: até 25 participantes por visita guiada
Acesso:Gratuito. A participação dispensa a inscrição, é por ordem de chegada.

Mais Informações:
Secretariado do Museu de Lanifícios da UBI  | Tel.: 275 241 411 | E-mail: muslan@ubi.pt 


 Oficina Pedagógica

Designer de Moda por uma tarde!

 

28 de junho (14h30-18h00) | Real Fábrica Veiga (Oficina Têxtil)

  

As histórias da indústria têxtil e dos  lanifícios estão intimamente relacionadas à história do traje e da moda. Desde a roupa de trabalho nas fábricas às últimas tendências da estação, o tecido é a matéria-prima que molda estas formas e meios de uso. Tendo por base o acervo do Museu, propomos uma atividade que evidencia este elo de ligação,  percebendo não apenas os produtos finais (o tecido e o vestuário) como também os seus processos de produção. Trata-se de explorar o próprio espaço físico, para além do acervo, recolhendo referências para o desenvolvimento de produtos de moda: acessórios, peças de roupa, estampagens, etc.

Pensada como uma introdução ao Design de Moda, a atividade assenta na metodologia Fashion Thinking Canvas. Em formato de oficina, com duração de 3h30min., os visitantes iniciam a atividade com uma visita guiada ao museu, registando na tela o que lhes chamar mais a atenção: fotografias, anotações e esboços. No final da visita, de forma individual ou em grupo, planeiam a sua “coleção de moda” utilizando a tela oferecida na atividade.

Ver Cartaz e Ficha de Atividade

Local
Núcleo da Real Fábrica Veiga (Oficina Têxtil)
Calçada do Biribau, s/n (ao Parque da Goldra), 6201-001 Covilhã

Data e hora
28 de Junho | 14h30-18h00

Público-alvo
A partir dos 12 anos de idade

Número limite de participantes
15

Acesso
A atividade é gratuita, mas é necessária inscrição prévia pelo telefone 275 241411 ou através do E-mail muslan@ubi.pt


 Dia Internacional dos Museus | 18 maio 2018

Noite dos Museus | 19 maio 2018

Museus hiperconectados: novas abordagens, novos públicos

 

O tema “Museus hiperconectados: novas abordagens, novos públicos” será o mote para as celebrações do Dia Internacional dos Museus 2018, com a coordenação nacional da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC).

Devido à tecnologia os museus podem hoje alcançar novos públicos e encontrar novas formas de aproximação das coleções aos diferentes públicos. A hiperconectividade designa as diferentes formas de comunicação da atualidade, estabelecendo uma rede global de conexões cada vez mais complexa, diversa e integrada, à qual os museus não podem ficar indiferentes.

Em celebração deste dia, oferecemos várias atividades e oportunidades para que o público visitante possa conhecer o Museu. Desde as entradas livres nas exposições permanentes e temporárias à inauguração de uma exposição de pintura, teremos o Workshop E-Têxteis: eletrónica têxtil, que ilustra significativamente o tema proposto pelo ICOM para 2018.

DIM no Museu de Lanifícios | 18 | 19 | 20 MAIO 2018

Exposições Permanentes “Da Manufactura à Industrialização dos Lanifícios”| Visitando o Museu de Lanifícios
// Tinturarias Pombalinas da Real Fábrica de Panos (Séc. 18) > Rua Marquês d’Ávila e Bolama, Covilhã
// Real Fábrica Veiga: Industrialização dos Lanifícios (Séc. 19-20) > Calçada do Biribau, Covilhã

Horário: 18 de maio (9h30 – 12h00 | 14h30-18h00) | Entrada livre

Exposições Temporárias: "Diálogos com arte - instalações artísticas em diálogo com as exposições permanentes"
// Draperies > Instalação/Exposição de João Castro Silva| Real Fábrica Veiga
// Corrente > Micaela Vivero| Real Fábrica de Panos

Horário: 18 de maio (9h30 – 12h00 | 14h30-18h00) | Entrada livre

Workshop

// E-Têxteis: eletrónica têxtil

Inspirada nos Workshops da dupla KOBAKANT e na cultura DIY (do-it-yourself), esta atividade propõe uma nova abordagem aos têxteis. Os participantes são desafiados a combinar têxteis tradicionais com fios e tecidos condutores elétricos para criar produtos têxteis interativos. Recorrendo a técnicas manuais simples, serão criados circuitos elétricos em têxteis e interruptores e sensores têxteis, antecipando um futuro onde a tecnologia se poderá "vestir".

Horário: 18 de maio (9h30-12h00)

Público-alvo: A partir dos 12 anos de idade

Inscrições: Gratuito. Recomenda-se a inscrição prévia para os grupos escolares, com um máximo de 25-30 participantes

Seminário

// A comunicação por luz visível: uma tecnologia emergente em museus | Luís Nero Alves (Instituto de Telecomunicações da Universidade de Aveiro) | 14h30, no Auditório da Real Fábrica Veiga

Horário: 18 de maio (14h30 - 17h30)

Público-alvo: A partir dos 12 anos de idade

Inscrições: Gratuito

Exposições Temporárias

// A Covilhã em Aguarelas > Inauguração da Exposição de pintura de João Salcedas | Real Fábrica Veiga

No dia 19 de maio, às 17h00, na Galeria da Real Fábrica Veiga, será inaugurada a exposição de pintura A Covilhã em Aguarelas constituída por um conjunto de quarenta trabalhos em aguarela que retratam lugares, pessoas e apontamentos ilustrativos da cidade da Covilhã. Entre 2017 e 2018, o pintor covilhanense produziu estes trabalhos ao ar livre para melhor captar a atenção dos transeuntes e estimular uma resposta ao vivo do seu trabalho artístico.

Horário: 19 de maio (17h00-19h00)

Percurso pedestre pelo património industrial «Covilhã Cidade-Fábrica» | Itinerário Cultural Rota da Lã-Translana

Trata-se de um percurso a pé, quase circular, pelo patrimonio industrial construído que ladeia ou sofreu a influência pela proximidade da ribeira da Goldra. Tem início na Real Fábrica de Panos, passagem pelo Centro Histórico, ribeira da Goldra, Pisão Novo e Rotunda do Rato e termina na Real Fábrica Veiga.

Data: 20 de maio

Horário e locais de partida e de chegada: 20h00 (Real Fábrica de Panos) - 12h00 (Real Fábrica Veiga)

Distância: Cerca de 3 km.

Grau de dificuldade: Fácil

Inscrições: Acesso livre, basta aparecer no local de partida à hora marcada.

Público-alvo: A partir dos seis anos de idade.

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Mais informações
Secretariado do Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior | Tel. 275 241 411 / E-mail muslan@ubi.pt


 Tardes de Quinta no Museu

Manuel Pereira de Brito, irmão da Ordem Terceira de São Francisco e pintor da vila da Covilhã

com Maria do Carmo Raminhas Mendes
Doutorada em História de Arte, Investigadora e
Professora Auxiliar da Faculdade de Artes e Letras da UBI

 

26 de abril de 2018 (16h00) | Real Fábrica Veiga (Auditório)

 Sinopse

A vila da Covilhã na Idade Moderna caracterizou-se por ser, enquanto centro emergente da manufactura dos lanifícios, um dos locais onde o movimento catequético tridentino se fez particularmente sentir. Após 1668 iniciou-se a ocupação das dioceses do reino e do Ultramar, depois de um longo período de sede vacante: para a diocese da Guarda, um bispado de importância intermédia no contexto eclesiástico nacional, foram nomeados bispos que, no contexto do Barroco português, foram destacados promotores das novas linguagens visuais que procuraram inculcar nas gentes o espírito de Trento.

Neste contexto, a então vila da Covilhã destacou-se como uma das sedes de arciprestado onde os reformados programas imagéticos foram aplicados de forma estratégica, pela mão de bispos que se assumiram como pastores e cujo principal intento foi unir o rebanho na verdade da fé católica. Nesta conjuntura, a vila da Covilhã foi destino de pintores, escultores, entalhadores que aqui desenvolveram actividade, incrementando um mercado artístico para o qual muito contribuiu a estabilidade económica promovida pelas manufaturas e a necessidade de afirmação da fé católica, num local onde grande parte da população era cristã-nova.

O pintor Manuel Pereira de Brito inscreve-se neste tempo: natural da freguesia de São Pedro da vila de Oliveira do Conde, no bispado de Viseu, chegou à Covilhã no último quartel do século XVII, estabelecendo residência na freguesia de São Vicente da vila. Pintor de bitola mediana, a sua atividade implicava pintura e douramento, e pela análise da documentação remanescente atingiu considerávelstatus social, alimentado também por uma religiosidade fervorosa enquanto irmão da Ordem Terceira de São Francisco. Manteve-se consideravelmente ativo até cerca de uma década antes da sua morte, a 27 de Dezembro de 1723.

Para além de toda uma conjuntura sui generis que a Covilhã e a diocese da Guarda apresentaram nestes tempos, o pintor Manuel Pereira de Brito e a sua obra são exemplos paradigmáticos de como Trento chegou a todo o mundo católico, pela mão de pintores que materializaram a sua mensagem em catequeses visuais que se gravaram, de forma indelével, no âmago das gentes.

 

Nota Biográfica

Maria do Carmo Raminhas Mendes é licenciada em Artes Plásticas - Pintura (2002), pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, Mestre em Arte, Património e Teoria do Restauro (2010), pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Doutora em História, na especialidade de História da Arte (2016), pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Os seus interesses de investigação centram-se no estudo da cultura visual da Idade Moderna, centrando-se na Emblemática dos séculos XVI e XVII, na pintura dos séculos XVII e XVIII e no mecenato episcopal. Desenvolve também estudos no âmbito da Neuroestética e da Neurociência da Emoção.
É co-autora do livro "O tecto do Salão dos Continentes na Casa das Morgadas e a pintura na Covilhã no início do século XVIII" (Covilhã, 2016), assim como autora de vários artigos científicos.
É professora auxiliar convidada na Faculdade de Artes e Letras da Universidade da Beira Interior e membro da Association GRHAM - Groupe de Recherche en Histoire de l´Art Moderne (XVIIe-XVIIIe siècles), Université Paris 4 - Paris-Sorbonne.

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Local
Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior
Núcleo da Real Fábrica Veiga / Centro de Interpretação dos Lanifícios (Auditório)
Calçada do Biribau, s/n (ao Parque da Goldra), 6201-001 Covilhã -- Portugal
GPS: 40º 16' 37" N 7º 30' 29" W 

Tel.: 275 241 411 / 410 | E-mail: muslan@ubi.pt

Data
<26 de abril (quinta-feira) | 16h00

Acesso
Entrada livre e gratuita


 Dia Internacional dos Monumentos e Sítios | 18 de abril 2018

Património cultural: de geração para geração

 

No dia 18 de abril, assinala-se mais um Dia Internacional dos Monumentos e Sítios (DIMS) com o tema “Património cultural: de geração para geração”, cuja coordenação nacional está a cargo da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC). A DGPC, em colaboração com o ICOMOS Portugal, promove a divulgação deste tema com a finalidade de impulsionar o diálogo intergeracional. Salvaguardar a herança cultural é reforçar laços identitários, fomentar o diálogo entre a tradição e o progresso, assumir os valores da memória como alavancas de futuro, estimular a transferência de conhecimentos e reforçar a partilha de informação, sensibilizando os mais novos e aprendendo com os mais velhos. Para além de um dia com entradas livres nas exposições permanentes e temporárias, teremos com o apoio de antigos trabalhadores têxteis um “Encontro Intergeracional” subordinado ao tema “A Vida na Fábrica”. Na Real Fábrica Veiga, vamos descobrir como se trabalhava na fábrica. Com que idade se começava a trabalhar? Que funções, homens, mulheres e crianças, desempenhavam no mundo fabril? Que significados têm algumas expressões, como: “urdir”, “dar fios”, “empeirar”, “cerzir”, “esbicar”, “enfestar”. Junto a algumas das máquinas da exposição, serão estes trabalhadores a contar as suas histórias de vida no trabalho em torno da lã.

Programa DIMS 2018 no Museu de Lanifícios:

Exposições Permanentes “Da Manufactura à Industrialização dos Lanifícios”| Visitando o Museu de Lanifícios
// Tinturarias Pombalinas da Real Fábrica de Panos (Séc. 18) > Rua Marquês d’Ávila e Bolama, Covilhã
// Real Fábrica Veiga: Industrialização dos Lanifícios (Séc. 19-20) > Calçada do Biribau, Covilhã

Horário: 9h30 – 12h00 | 14h30-18h00 | Entrada livre

Exposições Temporárias
//Uma Viagem na Minha Terra > Exposição de Arte de Ilídio Salteiro | Real Fábrica Veiga
//Draperies > Instalação/Exposição de João Castro Silva| Real Fábrica Veiga
//Design de Moda 3.0 RENOVATION > Curso de Design de Moda (1º Ciclo) do Departamento de Ciência e Tecnologia Têxteis da UBI| Real Fábrica de Panos

Horário: 9h30 – 12h00 | 14h30-18h00 | Entrada livre

Encontros Intergeracionais | A Vida na Fábrica: conversas com antigos trabalhadores têxteis na Real Fábrica Veiga

Com o apoio de antigos trabalhadores têxteis vamos descobrir como se trabalhava na fábrica. Com que idade se começava a trabalhar? Que funções, homens, mulheres e crianças, desempenhavam no mundo fabril? Que significados têm algumas expressões utilizadas? Junto a algumas das máquinas, contarão as suas memórias nas fábricas de lanifícios onde trabalharam.  

Horários dos encontros:

// 9h30-11h00 | Piso -1 (No Trabalho)
// 11h00-12h30 | Piso -1 (Na Ultimação)
// 14h30-12h30 | Piso 1 (Na Fiação)
// 16h00-17h30 | Piso 1 (Na Secção de Fabricação)

Público-alvo
Grupos escolares do Ensino pré-escolar e do Ensino básico (dos cinco aos doze anos)

Acesso / Inscrições
Gratuito. Recomenda-se a inscrição prévia para os grupos escolares, com um máximo de 25-30 participantes.

Informações
Para saber mais, basta contactar o Secretariado do Museu pelo telefone 275 241 411 / 410 ou pelo endereço eletronico muslan@ubi.pt.

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Tardes de Quinta no Museu

O trompe l'oeil barroco na igreja Menino Deus em Lisboa: métodos e técnicas

com Pedro Santos

Investigador e Professor na Faculdade de Artes e Letras da UBI

 

22 de março (16h00) | Real Fábrica Veiga (Auditório)

No próximo dia 22 de março, pelas 16h00, o investigador e professor de desenho e geometria nos cursos de design da Universidade da Beira Interior, Pedro Santos, irá desenvolver o tema “O trompe l'oeil barroco na Igreja Menino Deus em Lisboa: métodos e técnicas”.

A conferência incidirá na análise da pintura integrada do trompe l’oeil barroco da igreja do Menino de Deus em Lisboa e nos métodos e técnicas que os artistas provavelmente usaram para realizar a pintura ilusória nos sectores curvilíneos da abobada mista, formada por porções de superfícies cilíndricas secantes entre si.

Esta obra revela uma singular e complexa representação ilusória de arquiteturas representadas na cobertura da abóbada mista, realizada totalmente por artistas nacionais.Verifica-se nesta obra uma perfeita integração dessas arquiteturas simuladas com as arquitecturas reais existentes.

Foi analisada a pintura através da geometria, da análise laboratorial e do desenho, numa tentativa de encontrar indicadores que nos possibilitassem elaborar teorias sobre a concepção desta obra. Na primeira fase, realizou-se um levantamento gráfico geométrico do espaço arquitetónico da igreja e também do seu provável autor, o arquiteto João Antunes. Numa segunda fase, salienta-se a importância dos escritos existentes na tratadística daquele período.

O estudo contribuiu para clarificar as técnicas e os métodos possíveis que os autores poderiam ter utilizado para a realização do desenho subjacente desta magnífica pintura, representada segundo feixes excêntricos e que encontra paralelo noutras obras italianas e em tratados da época. Aborda ainda a própria obra arquitetónica, os autores da pintura da nave, obras contemporâneas e afins, a importância da tratadística da época e, por fim, a análise do escorço das figuras representadas nos quatro cantos da pintura tema inédito de estudo em Portuga

Nota biográfica

Pedro Santos, doutorado em Belas Artes na especialidade de Geometria pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, Mestre em Desenho pela mesma Faculdade e licenciado em Design.

Entre outros temas, tem dedicado especial atenção às questões do Desenho e da Geometria.

Em 2011, reside em Londres onde inicia um projeto individual que passa por receber formação intenda de desenho ao vivo, com artistas formados nas mais prestigiadas academias italianas e americanas, onde a prática intensa e rigorosa do desenho segue os ensinamentos do passado, à semelhança das práticas desenvolvidas pelos grandes mestres.

Atualmente, é professor de Geometria e Desenho nos cursos de design da Universidade da Beira Interior.

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Local
Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior
Núcleo da Real Fábrica Veiga / Centro de Interpretação dos Lanifícios (Auditório)
Calçada do Biribau, s/n (ao Parque da Goldra), 6201-001 Covilhã -- Portugal
GPS: 40º 16' 37" N 7º 30' 29" W 

Tel.: 275 241 411 / 410 | E-mail: muslan@ubi.pt

Data
22 de março (quinta-feira) | 16h00

Acesso
Entrada Livre


 Conferência

Novos Desafios para as Aldeias: o caso das Aldeias de Xisto

Organização da ADXTUR e o apoio do Museu de Lanifícios da UBI

 

14 de março (quarta-feira), 17h00-18h30 | Real Fábrica Veiga (Auditório)

 

No próximo dia 14 de março, quarta-feira, entre as 17h00 e as 18h30, terá lugar no Núcleo da Real Fábrica Veiga do Museu de Lanifícios a conferência "Novos desafios para as aldeias: o caso das Aldeias de Xisto".

Com a organização da ADXTUR - Agência para o Desenvolvimento Turístico das Aldeias do Xisto, a conferência conta com a presença de três diferentes oradores, em três línguas:  português, inglês e espanhol.

Oradores:

17h00 // Receção

17h15 // Novos Desafios para as Aldeias: o caso das Aldeias de Xisto | Rui Simão (Coordenador da ADXTUR)

Sinopse: O assentamento humano não ocorre por acaso. Os seres humanos fixam-se onde encontram vantagem. O uso da terra e dos recursos locais justifica o povoamento e em particular o surgimento e a persistência das aldeias. As aldeias têm perdido relevância porque a terra e seus recursos têm vindo a perder importância no rendimento das pessoas e das comunidades. Para as aldeias que permanecem activas, o turismo tem-se transformado numa importante fonte de rendimento. Mas para explorar os nichos de mercado das aldeias é fundamental salvaguardar a cultura e o património local, no seio de um ecosistema saudável. Importa, pois, desenvolver novos negócios que possam integrar a agricultura, o artesanato, o design e o turismo e construir novos modelos comerciais que respondam à crescente procura pelo bem-estar e pela harmonia com a natureza.

17h30 // Próximos Passos: O laboratório Terra e o Regresso do Linho | Yoád David Luxembourg (Business Development and Design Consultant)

Sinopse: O regresso da plantação do linho às margens do rio Zêzere, na Aldeia do Xisto de Janeiro de Cima, no Fundão. Apesar do desaparecimento do cultivo, a tradição da tecelagem do linho mantém-se viva na comunidade e na Casa das Tecedeiras. O objectivo deste projeto é voltar a ligar as pessoas à terra, desenvolvendo novas áreas de negócio que integrem agricultura, artesanato, design e turismo, apoiadas na construção de novas ligações à procura global de bem-estar e de responsabilidade ambiental. Vai ser desenhado e implementado com as pessoas da aldeia todo o ciclo de produção, transformação e comercialização de fios de linho orgânico, incluindo o tingimento, a tecelagem e o design, associados ao desenvolvimento dos serviços turísticos.

17h45 // A reintrodução dos tingimentos naturais no ambiente rural | por Alicia Mediavilla Arranz (artista têxtil especialista em Tingimento Natural / Estudio Textil - Slow Fiber Studio)

Sinopse: As técnicas de tingir, pintar e estampar com tintas orgânicas extraídas a partir de plantas e insectos são altamente beneficias para o meio ambiente e para o bem-estar das pessoas. Nos últimos anos existiu um crescimento da procura de produtos feitos com tintas naturais. É uma oportunidade económica e sustentável para renovar e activar a relação com o meu rural e os seus recursos, nomeadamente com as águas, as terras e o bem-estar das populações. A reintrodução nas aldeias de plantas para tingimentos, o seu cultivo e a utilização das tecnologias mais actuais vai também posicionar as aldeias como parte da solução para um problema de escala mundial.

18h00-18h30 // Visita orientada ao Núcleo da Real Fábrica de Panos do Museu de Lanifícios (área das tinturarias setecentistas fundadas por Marquês de Pombal em 1764)


Local
Museu de Lanifícios da UBI
Núcleo da Real Fábrica Veiga / Centro de Interpretação dos Lanifícios (SEDE)
Calçada do Biribau, s/n (ao Parque da Goldra), 6201-001 Covilhã -- Portugal
GPS: 40º 16' 37" N 7º 30' 29" W  

Data
14 de março | 17h00 - 18h00

Acesso
Entrada livre.


 Tardes de Quinta no Museu

Covilhã, cidade-museu: arte urbana como meio de preservação da memória colectiva

com Joana Martinho Marques

Licenciada em artes plásticas - escultura e Mestre em cenografia e em ensino das artes visuais

Investigadora e doutoranda em Media Artes

22 de fevereiro (16h00) | Real Fábrica Veiga (Auditório)

No próximo dia 22 de fevereiro, pelas 16h00, Joana Martinho Marques desenvolverá o tema “Covilhã, cidade-museu: arte urbana como meio de preservação da memória coletiva”.

A investigadora analisará como o “fazer” artístico contemporâneo luta para a manutenção e renovação da memória coletiva urbana da Covilhã. A cidade é vista como um campo, onde as questões sobre os espaços, arte e memória estão em jogo, levantando a questão do que acaba por ser registado, verdadeiramente, nas obras.

Memórias ou história da Covilhã? A base histórica dos fenómenos da memória na arte podem apontar caminhos expressivos para a leitura dos registos artísticos da Covilhã, particularmente, aqueles que possuem estrita relação com memórias consideradas fundadoras da cidade, como a industrialização, a lã, ou o proletário.

 

Nota biográfica

Joana Martinho Marques nasceu, em 1982, em Coimbra, é professora do ensino secundário desde 2008 e está associada à Unidade de Investigação LabCom – Comunicação e Artes da UBI.

Licenciou-se em Artes Plásticas-Escultura, em 2005, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Realizou o programa Erasmus na Faculdade de Belas Artes de Atenas, na Grécia. Em 2007, concluiu o Master Internacional de Cenografia / Direção Artística na Faculdade de Belas Artes da Universidade Complutense de Madrid. Finalizou, em 2011, o mestrado de Ensino em Artes Visuais na Universidade da Beira Interior e é, atualmente, doutoranda em Media Artes na mesma instituição.

Reside na Covilhã, onde faz parcerias com departamentos educativos, desenvolve formações, realiza trabalhos de cenografia e figurinos, bem como trabalhos gráficos e de ilustração para diversas instituições, como o Teatro Guimerá, de Tenerife, Teatro Real de Madrid, Teatro das Beiras, CooLabora, Beira Serra, destacando-se, desde 2007, a colaboração com a Quarta Parede em todas as áreas referidas.

Como artista plástica venceu o concurso nacional “O 25 de Abril, 25 anos depois”, que lhe valeu uma Menção Honrosa atribuída pela Câmara Municipal da Covilhã, em 2000. Expôs na cordoaria Nacional (Lisboa), Culturgest (Lisboa e Porto), Espaço de Intervenção Cultural Maus Hábitos (Porto), Galeria Psyhary 36 (Atenas), Galeria da ACERT (Tondela), Museu Municipal de Paços de Ferreira, Galeria Arthobler (Porto), Convento São Joaé (Lagoa), ART’S, Business & Hotel Centre (Lisboa), entre outros.

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Local
Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior
Núcleo da Real Fábrica Veiga / Centro de Interpretação dos Lanifícios (Auditório)
Calçada do Biribau, s/n (ao Parque da Goldra), 6201-001 Covilhã -- Portugal
GPS: 40º 16' 37" N 7º 30' 29" W 

Tel.: 275 241 411 / 410 | E-mail: muslan@ubi.pt

Data
22 de fevereiro (quinta-feira) | 16h00

Acesso
Entrada Livre


Com Alma Azul na Covilhã

19 Anos em 12 Meses – Eugénio de Andrade

19 de janeiro (sexta-feira), 16h00 | Real Fábrica Veiga (Auditório) 

No próximo dia 19 de janeiro, sexta-feira, a Alma Azul estará na Covilhã, no Auditório da Real Fábrica Veiga/Museu de Lanifícios, para homenagear com leituras e depoimentos muito diversos, um dos maiores poetas de Língua Portuguesa: Eugénio de Andrade, que nasceu na aldeia de Póvoa de Atalaia, no concelho do Fundão, no dia 19 de janeiro de 1923.

Dos convidados para esta homenagem ao autor de As Mãos e os Frutos, destacamos as presenças de Vanessa Martins e António Fontinhas, mas também de Ricardo Reis e Marta Correia.Para além dos autores citados, Vanessa Martins e António Fontinhas, conta-se com a presença de vários leitores e admiradores que partilharão com os presentes poemas de Eugénio de Andrade, que, recordamos, nasceu a 19 de janeiro de 1923, em Póvoa de Atalaia, Fundão.

Oradores

- Vanessa Martins - natural do Tortosendo, licenciada em Filosofia, e investigadora na UBI, onde termina a sua tese de doutoramento sobre a dramaturgia do escritor e filósofo Jean-Paul Sartre.

- António Fontinhas - professor na Escola Afonso de Paiva, em Castelo Branco, mora no Fundão; e já publicou poesia, teatro e ficção, esta na Antologia da Alma Azul – As mãos no fogo. É ainda, como o nome indica, primo de Eugénio de Andrade, pseudónimo poético do cidadão José Fontinhas.

- Ricardo Reis e Marta Correia apresentarão poemas de Eugénio de Andrade escolhidos por si com direito a comentário pessoal e transmissível.

Recorde-se que o programa 19 Anos em 12 Meses assinala o 19º aniversário da Alma Azul e iniciou-se em Coimbra, no dia 19 de outubro, com uma sessão dedicada aos 95 anos de Agustina Bessa-Luís. No passado mês de dezembro, a sessão mensal que assinalou o 19.º aniversário da Alma Azul foi dedicada aos Sinais Ortográficos de Alexandre O’Neill, e realizou-se em Alcains. Em fevereiro, também no dia 19, a Alma Azul regressa a Coimbra, onde apresenta a sua edição A Incerta Viagem, de Isabel Gouveia, com a presença da autora e com a apresentação a cargo da Dra. Leonor Lopes.

A sessão na Covilhã, integrada no programa 19 anos em 12 meses, está aberta a todos os admiradores de Eugénio de Andrade e os participantes receberão de oferta o livro Viagens de Pêro da Covilhã, uma oferta Alma Azul editada em 2004, e que assinala deste modo o seu 19.º aniversário na Covilhã.

Ver Cartaz

Organização
Alma Azul (Elsa Ligeiro alma.azul.1999@gmail.com)

Data
19 de janeiro, sexta-feira, pelas 16h00

Morada
Núcleo da Real Fábrica Veiga – Sede do Museu de Lanifícios da UBI
Calçada do Biribau (ao Parque da Goldra)| 6201-001 Covilhã
GPS: 40º16'37''N 7º30'29''W

Acesso
Entrada livre


Workshop de Desenho

O Universo do Retrato

Com Carlos dos Santos

4 e 5 de janeiro de 2018 (15h00 e 10h00) | Real Fábrica Veiga

 

Nos próximos dias 4 e 5 de janeiro, respetivamente pelas 15h e 9h30, com a exposição de desenho e pintura Liberdade Absoluta ainda patente ao público e a servir de guião, Carlos dos Santos, reconhecido e talentoso retratista, irá dirigir um Workshop de desenho "O Universo do Retrato" para iniciados ou interessados em aprender as técnicas inerentes ao retrato a carvão. O objetivo será, sobretudo, estudos práticos, discutir ideias, técnicas artísticas e a arte em geral.

As inscrições, gratuitas e obrigatórias, para o workshop estão abertas até ao dia 3 de janeiro e podem ser efetuadas através do e-mail muslan@ubi.pt ou para o telefone 275 241 411.

No ato de inscrição, o/a participante deverá indicar os seguintes dados:

  • nome do/a(s) participante(s);
  • designação da entidade que representa(m) (opcional);
  • contacto telefónico e de e-mail.

O/A participante deverá ser acompanhado do seguinte material:

  • bloco de desenho;
  • lápis a carvão.

Nota Biográfica

Carlos dos Santos nasceu em 1968, em Lisboa, cidade onde ainda hoje reside.
Desde muito cedo, as pessoas se aperceberam do seu talento natural para as artes, tendo inclusivamente produzido o seu primeiro auto-retrato aos dez anos de idade. Sempre muito persistente e determinado, Carlos dos Santos foi caminhando na vida com uma única certeza: “- A Arte é o meu destino!”
Dedicado, desde sempre, ao retrato a óleo ou a carvão, tem trabalhos disseminados por todo o mundo, quer de pessoas desconhecidas quer de pessoas ilustres, que, inclusivamente, pousaram para que Carlos dos Santos os desenhasse ao vivo.
O seu talento foi reconhecido pelos artistas Luís Pinto Coelho e Henrique Medina que, no âmbito do retrato, lhe transmitiram o conhecimento e a orientação artística em aulas particulares.
Durante quatro anos, trabalhou em parceria com um cirurgião plástico ao desenhar os retratos de pacientes para projeção dos resultados cirúrgicos.
Em 1992, em conjunto com outros artistas plásticos, desenha e pinta cartazes para o cinema e para o teatro.
Numa outra vertente artística, Carlos dos Santos tem-se dedicado ao restauro de pintura a óleo ao longo da sua carreira.
A partir de 2012, em paralelo com o retrato, passa a dar largas à sua criatividade e desenvolve muitos trabalhos a pastel, carvão, grafite e óleo, dentro de uma linha muito realista, contemporânea e solta, e até impressionista. Nestas obras, apresenta o seu talento inato que, aliado à sua sensibilidade artística, denota uma indiscutível técnica na pintura e no desenho.

Saiba + em: http://carlosdossantos.pt/pt/Obras/

Datas e Horário
4 de janeiro de 2018 (quinta-feira) - 15h - 18h00
5 de janeiro de 2018 (sexta-feira) - 9h30 - 12h30

Local
Museu de Lanifícios da UBI/Núcleo da Real Fábrica Veiga
Calçada do Biribau, s/n (ao Parque da Goldra), 6201-001 Covilhã--Portugal
GPS: 40º 16' 37" N 7º 30' 29" W  

Contactos
Tel. + 351 275 241 411 | E-mail muslan@ubi.pt | Facebook.com/museu.delanificios

Acesso
Gratuito. Com inscrições obrigatórias e limitadas a 15 participantes por sessão.